Polêmicas vazias em detrimento do futuro clube. O ABC precisa de união

Dionisio OutedaEsportes4 dias atrás313 Visualizações

Uma polêmica vazia para desunir ainda mais um clube em profunda crise. O “fato novo” da semana foi a cobrança por parte do fundo árabe Mubadala Capital referente aos R$ 3 milhões que o ABC teve acesso em 2023 através da Liga do Futebol Brasileiro (Libra).

Chama a atenção que teve pouco destaque na guerra de narrativas o fato da operação ter sido debatida amplamente em reunião do Conselho Deliberativo do Clube em 2023 (imagem em anexo) com participação da oposição da época – demais conselheiros e depois se tornado público através das redes oficiais do ABC. Nem também que desde a aprovação da operação o clube desceu a ladeira da Série B até a D. Evidente que o emissor do crédito vai querer receber do ABC e dos demais clubes, principalmente aqueles que sequer na Série C estão.

O que se preferiu em vez da discussão técnica foi uma construção de narrativas contra ex-dirigentes, tendo como alvo o então presidente Bira Marques. Logo contra ele, que foi o responsável pela gestão mais equilibrada dos últimos 15 anos, vitorioso em campo e com um legado administrativo que nem tuitadas nem grupos jamais poderão apagar.  Basta pesar os cinco anos de sua gestão e comparar.

OS DOIS LADOS

O ABC vive os dias mais difíceis das últimas décadas, mas qualquer movimento de união é sufocado por factóides e guerras infantis entre grupos. A operação Libra foi aprovada pelo CD em 2023, debatida e ainda com o então presidente Bira Marques explicando o desempenho do futebol à época (documento em anexo).

ISOLAMENTO

O Presidente Eduardo Machado vive um isolamento inédito ao longo da história. Ao seu lado, alguns poucos fiéis escudeiros que trabalham em prol do clube e fazem o que podem dentro de suas limitações e campo de atuação. Mas, somente isso não será suficiente para dar a virada de chave.

Agrupar estes antagônicos deveria ser missão fundamental. Mas, as tentativas sempre encontram munição detonada para que o processo seja interrompido.

O presidente Eduardo Machado é bem intencionado, trabalhador e largou sua empresa e atribuições particulares para cuidar do clube. Da mesma forma que outros antecessores. Ele e os que sentaram na cadeira da Presidência sabem o peso da falta de apoio. A caminhada é muito mais longa, árdua e sufocante. Chama-se de isolamento.

DR METRO QUADRADO

O ABC caminha para o fim do prazo da recuperação judicial e em breve estará cara a cara com centenas de credores. Reunir todos os grupos numa especie de cessar-fogo deveria ser prioridade e debater o futuro do clube.

Como fará para pagar o passivo? Como fará para voltar a ter uma base ativa? Como vai modernizar ainda mais sua estrutura?

Enquanto os grupos se enfrentam em redes e num mundo paralelo, tem um passivo de dezenas de milhões aumentando mensalmente assim como a fila de credores que aguarda respostas. E eles não farão diferente do Fundo Árabe. E acreditem: eles não aceitam como pagamentos textão de rede social.

Para saber como vai terminar, basta olhar dos anos 1960 pra cá. De Petrópolis a Rota do Sol, passando por Morro Branco.

(Foto estádio Frasqueirão Rennê Carvalho)

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