A pixotada amadora do caso Matheus precisa ser explicada

Uma pixotada amadora nunca vista antes vai custar – provavelmente – alguns milhões de prejuízo ao ABC. O atacante Matheus, jóia rara a ser lapidada, se despediu hoje do clube através de suas redes sociais. A direção que deixou o ABC após sucessivas renúncias e largou a instituição numa crise sem precedentes, precisa vir a público explicar aos sócios e torcedores porque permitiu que um jovem valor não profissionalizado jogasse uma Série B.

Precisa explicar: como se autoriza escalar e jogar na vitrine uma jovem promessa sem contrato profissional? Quais foram as razões para isso? Quem autorizou? Se não era para escalar, quem tomou a decisão por cima da direção? A direção soube e não tomou providências?

O ABC trabalhou um bom jogador, colocou na vitrine de graça e agora está mendigando algum percentual na composição da ficha do atleta. O caso é muito sério e precisa uma postura de cobrança do Conselho Deliberativo junto àqueles que administravam o futebol. Trata-se de uma mistura de negligência, abandono e fortes doses de incompetência.

Nesta semana, um dos empresários de Matheus esteve no clube e se comprometeu a “deixar” “algum percentual” para o alvinegro. Situação vexatória: o ABC formou o garoto, revelou e largou “gratuitamente” na vitrine de uma Série B sem contrato e agora se vê obrigado a aceitar a boa vontade dos empresários e ainda agradecer ajoelhado pelo “gesto”.  Partindo da suposição que os empresários irão mesmo deixar um percentual (pequeno para o clube).

O futebol não perdoa os amadores. Não há mais lugar pra eles, a não ser na arquibancada.

 

 

Despedida do atacante Matheus nas suas redes sociais

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