Que fim levaram aqueles que tinham a solução para a crise?

Passados 15 dias da renúncia oficial de Judas Tadeu Gurgel à presidência do ABC e da consequente saída do seu vice, Rodrigo Salustino, sequer há movimentação de candidatos ou formação de chapas para concorrer ao mandato-tampão até dezembro de 2018.

Assim também como não há notícias ou qualquer vestígio do aporte financeiro que viria fruto do trabalho “de um grupo que estava voltando para reassumir o clube e salvá-lo”.

Grupo que inclusive teve manifesto assinado por alguns ex-presidentes cobrando posição definitiva ao então presidente licenciado Judas Tadeu. “Para que o clube não continue a deriva”.  As opções eram claras: “reassume ou renuncia”.

Ao desgastado, cansado, isolado e sem apoio Judas Tadeu e seu vice presidente, não havia outra saída.  O rebaixamento em campo e o caos financeiro  fuzilaram a gestão. Mas, a impressão que se tem hoje, é que a saída foi apressada e teve requintes de vingança. A renúncia era “para que a solução chegasse logo”. Mas, ela não chegou e o clube continua à deriva.

Não se tem notícia de nenhum trabalho real para superar essa situação crítica e inédita numa história centenária. Até algumas figuras carimbadas que passearam semanas atrás pelos corredores do clube com ares de interventores e salvadores da pátria, também sumiram.

Quem segura o clube hoje em dia são alguns heróis que estão fora dos holofotes. São poucos para segurar a onda de dezenas de pessoas diariamente.

Quem tinha a solução – ou parte dela – está fazendo menos daqueles que saíram enxotados.

Alguma explicação precisa ser dada. Senão, ficará a triste constatação que se forçou um cenário de renúncia por puro revanchismo e o clube ficou num plano secundário.

 

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