Não se pode esquecer o que deu certo

Um rebaixamento derruba qualquer gestão. É um dito tão antigo quanto certo no futebol. Por estas bandas, os exemplos são muitos e estão ao longo das histórias centenárias dos gigantes da capital.  No caso específico do ABC e do final da gestão de Judas Tadeu em seu retorno à presidência, ficam algumas considerações que merecem registro por uma questão de justiça.

Embora as trevas de um rebaixamento e da crise financeira sejam fortes, não podem apagar os fatos positivos construídos por aqueles que se dedicaram ao clube durante quase dois anos.

Em termos futebolísticos, o período 2016-2017 teve pontos altos e baixos.  O alvinegro retomou a hegemonia do futebol potiguar com o atual bicampeonato, além de garantir participação em duas Copas do Nordeste e o principal de todos o acesso em 2016 logo após a queda.

Teve pontos emblemáticos como a sequência de 35 jogos sem derrota no Frasqueirão e manteve o investimento na base que hoje pode ajudar a sair da crise. Hoje, há chances reais de fazer negócio em alguns jovens valores.

Outro ponto que merece destaque foi o departamento de Esportes Amadores, onde modalidades como Basquete e Handebol voltaram após décadas e as melhoras em setores internos.

Teve a dedicação e trabalho de muitos que merecem este reconhecimento e não o linchamento público pelos maus resultados em campo e a consequente crise financeira. Não se pode sair apontando e taxando todos de incompetentes. É injusto e cruel e afasta os bons do nosso futebol.

É uma questão de justiça.

Na foto: Berguinho, prata da casa, ao lado de Fessin e Matheus (esse ainda sem contrato profissional com o clube): realidades de bons jogadores e patrimônio do clube.

Do Blog do Gringo: a crise no ABC não é de hoje. Ela tem quase uma década, entre altos e baixos, períodos melhores e piores. Não é do outro mundo sua solução.

 

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