Faltam duas semanas para a 19ª edição do Festival MADA

 

Levar para novos públicos a música e os artistas que ampliam as fronteiras de seus estilos e criam novas sonoridades, a partir das matrizes brasileiras. Este é o objetivo do MADA – Música Alimento da Alma, festival consolidado e ativo desde 1998 e por onde já passaram mais de 540 bandas. Em sua 19ª edição, o MADA mantém seu pioneirismo ao valorizar a música independente brasileira, apresentando para o público potiguar alguns artistas mais inovadores do mercado e novos nomes da cena. A edição acontecerá dias 29 e 30 de setembro, no estádio Arena das Dunas, em Natal-RN, das 18h à 01h30.

Sua realização é subsidiada por recursos via Lei Câmara Cascudo do governo do Estado e Lei Djalma Maranhão da Prefeitura de Natal e patrocínios da Arena das Dunas, Skol, Coca-Cola, Café Santa Clara e apoios da Sunline Turismo, Rede InterTV Cabugi, Jovem Pan Natal FM.

Estão confirmados até agora os shows de Pitty, Baiana System, Nando Reis, Mahmundi, Karol Conka, Banda Uó, Eliano Silva, DuSouto, Carne Doce, Deb And The Mentals, Seu Ninguém e Plutão Já foi Planeta. “Queremos continuar com esse formato de apresentar trabalhos mais consistentes, de várias regiões”, comenta o produtor e idealizador do festival, Jomardo Jomas Azevedo. O Festival conta com dois Palcos, um deles é Skol Music, além do lounge Coca-Cola, feira mix e praça de alimentação. Os ingressos estão à venda nas lojas da IByte (Midway e Natal Shopping) e na Sympla (https://www.sympla.com.br/festival-mada-2017__124971).

INÉDITOS E INOVADORES

No panorama de trabalhos autorais de destaque, o MADA traz pela primeira vez ao Rio Grande do Norte, um dos nomes mais comentados da cena musical brasileira, o grupo soteropolitano Baiana System. Fenômeno atual em vários festivais e também em Salvador, onde a banda vem lotando shows e sendo requisitada tanto pelo universo independente quanto pela indústria do axé, a Baiana traz uma riqueza rítmica inédita na música contemporânea. Se fosse possível classificar seu estilo, seria indie/dub/samba reggae e pós-MPB. “É o som das festas populares e do carnaval do futuro”, profetiza o novo disco “Duas Cidades”, que será apresentado em Natal. É como se a Baiana System conectasse os sons ancestrais da Bahia, como o samba de roda e a guitarra do frevo eletrizado, mais o sound system jamaicano. Abaixo das camadas sonoras, ainda existe um discurso político e poético que os coloca como observadores da cena contemporânea. Formada pelo carismático Russo Passapusso e os multi-instrumentistas Roberto Barreto, SekoBass e Filipe Cartaxo, a banda apresentará o repertório de seu álbum “Duas Cidades”, com a canção homônima além de sucessos como “Jah Jah Revolta”, “Lucro (Descomprimido)”, “Playson”, “Invisível”, entre outras.

Vem de Goiânia, mas com um pé no Pará, a Banda Uó, uma mistura de ritmos latinos, paraenses e o legítimo tecnobrega da aparelhagem e do funk. O trio surgiu 2010 e é formado pelos vocalistas Mel Gonçalves (Candy Mel), Davi Sabbag e Mateus Carrilho. Seu primeiro single lançado na Internet, “Shake de Amor”, venceu a categoria de Webclipe pelo MTV Video Music Brasil 2011.  O álbum ‘Me Emoldurei de Presente Pra Te Ter’ foi lançado em julho de 2011. Depois de assinar contrato com a Deckdisc, chegou a vez de “Motel” no ano seguinte. A música “Catraca” com participação do cantor Mr. Catra, foi selecionada como parte da trilha sonora da novela da Rede Globo, I Love Paraisópolis. Conhecida pela irreverência em suas letras e performances ousadas, a banda estará divulgando em Natal o álbum “Veneno”.

Mahmundi também fará sua estreia em Natal. Nome artístico de Marcela Vale, o som de Mahmundi é pop, construído em cima de batidas eletrônicas e refrãos que remetem à década de 1980, principalmente ao synthpop, combinado a letras acessíveis e bem construídas. Mahmundi vem a Natal para apresentar as músicas de seu elogiado disco homônimo, que teve a direção musical do produtor Miranda (Diretor do selo Skol Music) e supervisão de Alexandre Kassin. Entre os destaques a canção “Hit”, “Eterno Verão”, “Quase sempre”, “Calor do Amor”, “Desaguar” e “Sentimento”, esta última foi vencedora na categoria Nova Canção no Prêmio Multishow em 2014.

LANÇAMENTOS DA MÚSICA POTIGUAR CONTEMPORÂNEA

Do Rio Grande do Norte, o Festival MADA apostou em bandas que estão lançando novos trabalhos. É o caso do DuSouto, que apresentará no MADA o ainda inédito “Conecta”, o quarto disco de estúdio do badalado trio potiguar. Já circula pelo Youtube o clipe da excelente “Armageddon”. Plutão Já Foi Planeta lançou no final do semestre o segundo disco “A última Palavra Feche a Porta”, produzido por Gustavo Ruiz, com participações de Liniker e Maria Gadú. O disco chega com várias canções candidatas a hits, como “Alto Mar” e “Me Leve”.

Da cidade de Pau dos Ferros, no alto oeste potiguar, desponta o grande letrista, poeta e cantor Eliano. Em 2015 o jovem artista lançou seu primeiro álbum completo, intitulado “Ecdemomania”, com canções líricas que dialogam com o folk, rock, a música popular nordestina e a literatura. O disco é todo autoral e algumas parcerias, como o compositor Arthur Soares. Também possui parcerias com o escritor mossoroense José de Paiva Rebouças, com o qual escreveu a letra de “Dentro do televisor”; o mesmo ocorreu com na faixa “Desmudando” — a letra é um poema de poeta Manoel Cavalcante musicado por Eliano.

GRANDES ESTRELAS DO ROCK E POP

Pitty está de volta, após o nascimento da filha e um novo álbum. Ela traz a Natal o show da turnê “Setevidas – Ao vivo DVD”. Pitty está na estrada com força total, depois da pausa para a maternidade. Em 2015, ela fez uma das apresentações mais animadas do MADA. Sua volta foi quase uma exigência dos fãs nas redes sociais. Há algumas semanas a cantora baiana gravou o clipe com Elza Soares da visceral “Na Pele”, composta por Pitty para o álbum de 2014, mas que ela acabou presenteando a Elza. A letra cai como uma luva para a veterana intérprete: “Olhe dentro dos meus olhos/ Olhe bem pra minha cara/ Você vê que eu vivi muito/ Você pensa que eu nem vi nada”. Pitty também gravou o clássico dos Novos Baianos, “Dê um rolê”, clássico de Os Novos Baianos, que fez parte da trilha da novela RockStory.

hitmaker  Nando Reis está de volta ao festival com o show de “Jardim-Pomar”, disco de sua fase independente. O disco foi gravado em Seattle e São Paulo e reforça a poesia leve e musical de Nando Reis, ao falar de amor, vida, família, cotidiano.

A primeira vez que a curitibana Karol Conka veio ao Mada, ainda não tinha a notoriedade de hoje, mas já era promessa do rapper feminino até então dominado pelas rimas masculinas. Com letras que falam da importância da mulher na sociedade, Karol lançou em 2013 o álbum “Batuk Freak, que lhe rendeu hits como “Boa Noite” (presente na trilha sonora do jogo de vídeo-game, “Fifa 14”), “Gandaia” e “Olhe-se”. O som casou perfeitamente com a sua proposta de fazer um rap com sonoridade universal, aliando batidas pesadas a timbres orgânicos, levando influencias da musica eletrônica, funk carioca, dubstep, reggae, r&b, soul e repente. Em 2013, Karol recebeu sua primeira estatueta na categoria Artista Revelação, no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Com o lançamento da canção “Tombei”, dois anos depois, em 2015, ela voltou à premiação, vencendo a categoria Nova Canção. A música em questão ainda se tornou tema de abertura do seriado “Chapa Quente”, em 2016. No ano seguinte, em 2017, a canção “Bate a Poeira”, do seu primeiro disco, se tornou tema da 25ª temporada de Malhação, subtitulada de Viva a Diferença.

PROTAGONISMO FEMININO

O MADA está muito bem representado de vozes femininas. Além de Plutão, Mahmundi, Karol Conka e Banda Uó, o festival apresenta trabalhos onde o protagonismo feminino vai além do canto. É o caso da psicodélica goiana Carne Doce, da potiguar Seu Ninguém e a paulistana DEb And The Mentals.

Elas cantam, compõem, tocam e produzem ao lado de seus parceiros de banda. Salma Jô, a vocalista da trupe de Goiânia que, depois de um elogiado primeiro disco, lança o disco “Princesa”, onde Salma, João Victor Santana (guitarra e sintetizador), Ricardo Machado (bateria) e Aderson Maia (baixo) apostam em algo mais ousado e correm por fora dos sons vigentes de sua terra, optando por buscar referências em letras poéticas e sons psicodélicos. Letras fortes como “Artemísia”, ou canções mais doces.

Formada por Luana Alves (voz, teclado e escaleta),  Erick Allan (baixo), Luan Régio (guitarra e voz), Salomão Henrique (guitarra e teclado) e Italo Alves (bateria), a potiguar Seu Ninguém pelo caminho similar ao Plutão com um estilo indie pop/rock, embora tenha suas singularidades. O grupo começou a se apresentar pela cidade em abril de 2015, logo conquistando fãs. Ainda inédita em disco, a banda Seu Ninguém já é considerada uma grata promessa. Tem vários singles lançados como “Dois Quarteirões”. “Dia Frio”, “Sua Canção de Amor”, “Termidor”, “Arrojo”, entre outras. Melodias caprichadas, rock, folk e pop romântico.

Vencedora da Seletiva Nacional do Mada, a banda paulistana Deb And The Mentals chega com suas guitarras distorcidas, rock despojado e sonoridade grunge anos 1990. Com o elogiado disco “Mess”, lançado no início do ano, a banda traz na formação a voz grave da cantora Deborah Babilônia, o guitarrista Guilherme Hypolito, o baterista Giuliano Di Martino e o baixista Stanislaw Tchaick. O disco recém-lançado foi todo masterizado por Justin Schturtz, do estúdio Sterling Sound, em Nova York, e traz participações dos guitarristas Rick Mastria (Dead Fish) e Rafael Brasil (Far From Alaska), do baterista André Dea (Sugar Kane) e da baixista Alê Briganti (Pin Ups).

 

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