Liga Sul-Americana de clubes chama brasileiros e quer ser ‘protagonista’

Por Rodrigo Mattos (Blog do Rodrigo Mattos)

A convite do Boca Juniors, os grandes times brasileiros foram convidados para a fundação da Liga Sul-Americana de clubes, que será discutida em reunião na quarta-feira em Buenos Aires. O objetivo da entidade é que as equipes tenham voz ativa em questões como a organização da Libertadores, distribuição de cotas de televisão, entre outros assuntos.

Seria mais um grupo independente com participação de clubes brasileiros após a criação da Primeira Liga que criou um torneio e enfrentou a CBF. Agora, o alvo é a Conmebol, que foi alvo de seguidos casos de corrupção e é criticada pelas baixas cotas pagas aos times. Estão confirmados no encontro times como Grêmio, São Paulo e Internacional, e a há previsão como Atlético-MG e Corinthians.

O blog teve acesso ao convite feito pelo Boca Juniors aos times. “Nesta oportunidade, serão discutidos o estatuto e o regulamento que servirão como base para fundação da Liga Sul-Americana de Clubes de Futebol, cujos detalhamentos serão debatidos nesta reunião”, diz o texto do convite.

Está descrito ainda que os clubes de outros países explicarão quais os resultados da primeira reunião com a Conmebol, em 25 de janeiro. Embora só seja fundada oficialmente agora, a liga sul-americana já vem sendo articulada pelos grandes da América do Sul desde o final do ano passado, incluindo Boca Juniors, River Plate, Penãrol, Universidad do Chile, entre outros.

Faltava a adesão dos times brasileiros que já tinham sido sondados em dezembro, mas não participaram das primeiras reuniões. Pelo texto do convite feito pelo Boca Juniors, é clara a intenção de dar força aos clubes e revolucionar as relações com a Conmebol.

“Inicialmente, podemos adiantar que a dita organização terá como objetivo representar os clubes de futebol sul-americanos, garantindo e impulsionando seus interesses para que eles ganhem participação mais ativa nas atividades que englobam nosso esporte”, diz a carta. “É o meu desejo que esse seja o início de uma nova maneira de trabalhar entre clubes a partir de uma organização e protagonismo inovadores.”

Lembrança: a Europa já conta com uma entidade que reúne seus clubes mais fortes há vários anos. O grupo tem enfrentado a UEFA e a Fifa em questões delicadas, e estuda até lançar uma Superliga para substituir a Liga dos Campeões.

Colaborou Jeremias Wernek

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