Deputado já não esperava abertura de CPI do Futebol na Câmara

Por Daniel Brito (Blog do Daniel Brito)

Autor do pedido de instalação da CPI do Futebol na Câmara dos Deputados, o deputado João Derly (Rede-RS), disse que já não esperava a criação da comissão da comissão. A confirmação veio na noite de quinta-feira, 28, por meio de uma notícia da Agência Câmara, na qual o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O requerimento de Derly é de junho, na esteira das prisões efetuadas pelo FBI em Zurique, na qual José Maria Marin foi detido quando estava hospedado no luxuoso hotel Bar au Lac, na cidade Suíça.

“Eu já não esperava mais pela CPI. Mas no final de novembro do ano passado perguntei ao presidente Eduardo Cunha se havia a possibilidade de ela ser aberta. Foi quando ele me avisou que em março a CPI do Futebol seria instalada na Câmara”, disse Derly ao blog.

As irregularidades envolvendo os negócios da CBF e da Fifa no Brasil devem começar a ser debatidas pelos deputados ainda em fevereiro, após o fim da CPI do BNDES, prevista para a semana seguinte à do Carnaval. A demora para instalação da CPI na Câmara é justificada por um item no regimento interno da Casa. Apenas cinco comissões de inquérito podem ser realizadas paralelamente, o que já estava em curso em junho, quando Derly entrou com o pedido. Assim ele entrou em uma longa fila, que agora chega ao fim, segundo o anúncio de Cunha.

Ela vai correr em paralelo com a do Senado, de autoria de Romário (PSB-RJ), que também a preside. Os senadores já trabalham nas investigações desde agosto e a previsão é de que dure até a metade deste ano.

‘O ideal seria uma CPMI [Comissão Parlamentar Mista de Inquérito], com a participação de senadores e deputados, mas não foi possível. Então, vamos estudar tudo o que foi feito no Senado, pegar alguns fatos que ocorreram lá para não errar na apuração na Câmara”, previu.

O deputado disse que não acredita que a abertura da CPI do Futebol tenha como propósito desviar os holofotes do processo de cassação de mandato de Cunha por envolvimento no escândalo da Lava Jato. “Isso só vou conseguir responder com certeza quanto estiver em Brasília”, avisou o deputado, que está em recesso até a próxima semana.

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